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Na contramão do Eu!

Atualizado: 26 de out. de 2025

A ideia que o ser faz dele, da vida e de Deus, de forma inconsciente, modela toda sua existência. E, a partir deste imaginário criativo do Ego, ele estabelece seus próprios princípios, estruturados por sugestionamentos sempre de algo fora, que gere identificação com aquilo que vibra nele. Não porque ele tenha o poder inevitável de aleatoriamente se programar, mas porque verdadeiramente ele é um programa, uma capacidade, uma célula do corpo da estrutura com toda sua potencialidade. Ninguém é o que é porque quer, é porque é. O problema está na identificação observada pelo ego, crendo ser ele, e não uma manifestação Nele.

Dentro dos princípios do Tao, os extremos contrários, em suas infinitas possibilidades de se expandirem, se sustentam e equilibram naturalmente. E têm as mesmas atribuições do mesmo Todo. A ideia de bem e mal é uma mera questão imaginária de quem se sente em desarmonia dentro de seu ciclo de expansão, de reconhecimento do todo nele, e em algum momento confundiu o ser pelo personagem e o Ser, por estar. Não compreendeu a coreografia cósmica regida pela batuta Prima em sua totalidade absoluta e plena, se reorganizando através das coreografias no palco da existência.

Estamos em um momento de dominação do ego, de forma providencial, garantindo assim uma proliferação e contaminação nos padrões da osmose, gerando uma estrutura cósmica favorável às revelações que hão de vir. Eu estou na contramão do Ego, já não acredito em nada criado, não busco informações e menos ainda ser alguém na vida, atendendo aos padrões sociais afetados pela moralidade humana. A única solução é dissolução: se deixar dissolver, desinformar, se libertar das formas que o limitam como ser. O conhecimento é um tumor que se expande nutrindo o ego.

A grande totalidade das consciências que habitam a Terra está sob a dominação do ego, em uma busca desenfreada para garantir a sobrevivência no mundo, mas não apenas algo que garanta sua integridade, mas que o faça, dentro de sua métrica, ser alguém de sucesso, alguém que venceu na vida, alguém ditado de títulos fomentados pela vaidade, prepotência, arrogância. Mas nada disso tem a ver com qualquer tipo de julgamento de minha parte. Apenas uma observação com o toque do todo, observando o bailar, um momento único da coreografia cósmica. Tudo só pode ser como pode ser. Só se pode, o que se pode. A simplicidade é a mais tecnológica capacidade de ver as coisas como são, não como gostaríamos que fossem. Essa mania de achar que poderia ser diferente é pura prepotência, arrogância.

Em meus atendimentos, eu não tenho a presunção de curar e nem mesmo ajudar ninguém, mas me empenho em dar o meu Tudo, tudo aquilo que me for designado. Procuro não levar nada a nível pessoal, considerando ali um personagem. Procuro apenas atender aos desígnios do Todo. O fato daquele indivíduo ter me procurado e estar ali, já é um milagre, considerando a geometria sagrada, as leis e princípios do magnetismo, atração. O eterno se manifesta de forma inteligente com sua onipresença, onisciência e onipotência. E usa quem Ele quer como canal de cura. Não compreendendo a cura como algo que atenda aos padrões de saúde e vida limitado pela mente. Não temos como avaliar em que nível de responsividade aquele indivíduo se encontra e o que se faz apropriado para garantir a integridade dele como ser, não como homem; não para satisfazer o ego, mas para estabelecer a integridade do Eu.

E sim, estou na contramão do ego. Não acredito em mais nada, não dou crédito aos ruídos da mente (coletiva) — diabo. Me recolho em minha insignificância e me rendo à minha ignorância, colecionando incertezas e deixando a mente vazia, desenformada, permitindo apenas me fazer caber onde a expansividade da minha individualidade me soprar. A vida é uma doença sexualmente transmissível, e estou aberto a ser curado, trabalhando a dieta do não alimentar a mente e nutrir o Eu.

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