Agua limpa se bebe na fonte
- Leonardo Barcelos
- 26 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de out. de 2025

Quem quiser tomar água limpa tem de beber da fonte.Nunca estudei nada sobre geometria sagrada para não imaginar, decorar ou aprender conceitos. Preferi me tornar um canal de manifestação enquanto tomava dela naquele momento presente, no AGORA, onde essa água jamais será a mesma. E, de maneira natural e subliminar, ela ia saciando a sede daquilo que me deixaria pleno. E como agora, não estou pensando nem lembrando de nada, apenas deixando exalar o vapor no sopro que expresso.
A geometria sagrada tem muito a ver com providência divina, aos olhos do Toque do Todo. Sem demagogia, sensacionalismo e, principalmente, estruturado no antinimeanismo e na não dualidade. Essa providência será sempre expressada pelo Todo em suas potencialidades puras, ainda que contrárias. Tudo se resume à utilidade providenciada: que tipo de experiência vai proporcionar expansão no indivíduo em sua totalidade como ser, não como homem. Trabalha o Eu, nutrindo com essência para transformar, causar uma alquimia no ego. E nada mais providencial que o indivíduo investir durante muito tempo na construção e aquisição de algo, e viver a experiência de perder tudo.
Pode parecer algo mau, ruim para ele, mas pode ser, em um nível mais etéreo, uma providência de libertação. Muitas vezes, o indivíduo batalha para adquirir algo, passar para seu nome, tomar posse; mas o objeto pode ser dono dele. Atualmente, muitas pessoas são escravas das suas posses — principalmente do conhecimento, seja acadêmico, religioso, mitológico, não importa. Esse conhecimento é passado, está memorizado dentro de algo idealizado por elementos da natureza, onde tudo muda. O que está neste momento, não estará daqui a pouco. Essa sensação de paixão afetiva pode virar, como na maioria das vezes, ódio inflamado.
A própria expansividade cósmica, com as propriedades do eterno — onisciência, onipresença e onipotência — providencia no AGORA, em todo e todos, dentro dos pilares da geometria sagrada, episódios dosados a fim de equilibrar, em cada indivíduo, a força propulsora que vai gerar a expansão exata na fáscia cósmica. Digo fáscia cósmica associando ao tecido fascial que conecta toda a anatomia e órgãos em uma malha de tensões, garantindo assim a funcionalidade mecânica do ser.
Esse nível de consciência é suficiente para trazer paz ao coração, enquanto aprendemos a olhar para tudo e todos sem nenhum tipo de identificação, principalmente pessoal. Cada um só pode ser o que é. No palco cósmico, nada se move por acaso. O xamanismo entende que tudo se manifesta por um espírito, uma energia inteligente. E vem a física quântica com os mesmos princípios da onda e do seu colapso. Só não admitem que não é o indivíduo que cria alguma imagem, apenas projeta. Não é ele quem gera o colapso, apenas assiste por detrás das cortinas do Eu sentado no trono do ego.
Tire os rótulos que te aprisionam e, depois de tudo, sinta-se identificar. Conheça a si mesmo através das manifestações que expandem em ti. Sem repressões, concessões; deixe apenas expandir e sinta na relação com a fonte. Essa é a verdadeira espiritualidade: onde você escuta o eco e o sopro da fonte no AGORA, sem contaminações alheias — seja do pastor, do padre, terapeuta, guru, papa ou qualquer coisa fora de você em que ainda deposita seu crédito. Todos trazem o peso da relação que viveram, o peso das suas experiências. E não tem como alguém único criar uma resposta às próprias pendências a partir das experiências alheias, todas contaminadas pelas sensações. Não importa se algo trouxe alegria ou tristeza.
Estamos falando de algo que te leve além da natureza impermanente, um contato com o sobrenatural. E não tem como conectar ao sobrenatural com equipamentos que conectam apenas as faixas mais densas da natureza, onde tudo se transforma em sua impermanência. Falo de uma conexão que acontece pelo coração, de forma sobrenatural, no AGORA, onde o silêncio revela e providencia o código que abre a porta do reino que vibra dentro de cada indivíduo, com QR code único e intransferível.






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